terça-feira, outubro 4, 2022

Brasil tem 34,4% dos trabalhadores vivendo com até um salário mínimo

Nunca tantos brasileiros viveram com uma remuneração que equivale ao piso nacional ou menos: 30,2 milhões de pessoas. Reajustado apenas pela inflação, salário mínimo perde poder de compra em cenário de crise econômica

O Brasil tem hoje um número recorde de 30,2 milhões de trabalhadores remunerados com até um salário mínimo (R$ 1,1 mil) por mês, o que equivale a 34,4% do total ocupado no país. O percentual também é o mais alto já apurado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, em 2012.

Os dados, sistematizados em um estudo elaborado pela consultoria IDados, com base nas estatísticas do segundo trimestre deste ano e divulgados pelo portal G1, refletem também a desigualdade brasileira, já que as remunerações mais baixas afetam em especial alguns segmentos sociais. O levantamento mostra que 43,1% dos negros ocupados recebem até um salário mínimo. No melhor momento da série, no quarto trimestre de 2015, este percentual era de 34,4%.

O cenário é ainda pior para o trabalhador quando são considerados os efeitos da inflação no salário mínimo. De acordo com o Dieese, o custo da cesta básica subiu em 13 das 17 capitais pesquisadas em agosto. No período de 12 meses, a cesta subiu em todas, com aumentos que variaram entre 11,90%, em Recife, e 34,13%, em Brasília.

Ainda de acordo com a entidade, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em agosto, 55,93% do salário mínimo líquido, já descontada a contribuição previdenciária, para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta.

Sem política de valorização
O piso nacional não tem reajuste acima da inflação há seis anos e a proposta do governo Bolsonaro para o salário mínimo nos próximos três anos acaba de vez com a política de valorização.

Em 2004, as centrais sindicais lançaram uma campanha de valorização, que teve como resultado a elevação do piso nacional acima da inflação em três anos seguidos, até a implementação, no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da política permanente. Ela levava em conta critérios como o repasse da inflação do período, o aumento real pela variação do Produto Interno Bruto (PIB), além da antecipação da data base de sua correção até ser fixada em janeiro, como é hoje.

Com a política de valorização, houve aumento de poder de compra no período. Para efeito de comparação, em 1995 o salário mínimo comprava 1,2 cesta básica, já em 2016, o trabalhador podia adquirir 2,4 cestas.

Fonte: RBA

Diretoria Executiva da CONTEC

Últimas Notícias

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS

No dia 12 de outubro traga seu filho para viver momentos incríveis. Teremos touro mecânico, futsabão, cama elástica, pipoca,...

CEBNN/CONTEC orienta pela APROVAÇÃO em assembleia

Em reunião finalizada na madrugada na desta quarta-feira (31), os representantes da FENABAN entregaram uma nova proposta para a Comissão Executiva Bancária Nacional...

CAMPANHA SALARIAL

A reunião presencial de negociação entre a CEBNN/CONTEC e representantes da FENABAN, terminou sem acordo para a PLR, cláusula debatida nesta quinta-feira...

CAMPANHA SALARIAL – CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Terminou em São Paulo a reunião presencial de negociação entre a CEBNN/CONTEC e a Caixa Econômica Federal, que aconteceu na manhã desta...

Campanha Salarial 2022 – reunião de negociação CAIXA

Ocorreu dia 02 de agosto, às 10 horas , de forma virtual, a terceira rodada de negociações junto a Caixa Econômica Federal...